1.5 A reunião

Tocou à campainha desta feita já em frente à porta do primeiro direito. A porta abriu-se e ouviu uma voz masculina:

  • Até que enfim! Entra, já começámos mas ainda vamos no segundo ponto da ordem de trabalhos.
  • Olá! É infernal chegar aqui a esta hora. Péssima ideia agendar a reunião para as 13h00.

Fabrízio não respondeu. Limitou-se a entrar na sala e ocupar a cadeira que lhe estava destinada. Alguém iniciava o comentário ao ponto três dos dez previstos para debate. Francesca não o conhecia. Sentou-se numa das últimas cadeiras livres na última linha em relação ao estrado improvisado, num fundo frontal com um quadro branco.

Viu um aceno de alguém à frente. Era Giovanni a saudá-la. Um rosto familiar! – pensou. Acenou-lhe de volta.

O orador referia agora os danos causados nos oceanos pelo derrame de petróleo. Milhares de espécies marinhas colocadas em risco de extinção.

Francesca ouviu-o atentamente e no final resolveu intervir e colocar uma questão:

  • Detectados os problemas, qual as medidas que poderemos tomar? A situação dos mares e oceanos, rios e riachos e de todos os despejos de produtos tóxicos são sobejamente conhecidas de todos os presentes, atrevo-me a dizer. Mas se nenhuma acção é preconizada, o Movimento não tem razão de existir.
  • Concordo. – disse uma morena que se encontrava a meio da sala.
  • Concordamos todos! – afirmou o orador desconhecido. E os braços de todos os presentes ergueram-se e as vozes ecoaram. SIM!

Giovanni sentiu-se satisfeito pelo andamento da reunião. Tinha tomado a decisão acertada ao convidar Francesca para o Movimento e ao persuadi-la para que aceitasse o convite. Também não tinha sido difícil. Era a pessoa certa, assertiva, ativa, interessada e com uma energia contagiante.

A reunião prosseguiu durante mais duas horas. Os sete pontos seguintes foram debatidos detalhadamente e no final decidido por unanimidade realizar uma manifestação pelas principais artérias de Roma para dar a conhecer a defesa da ecologia a nível global prioridade do Movimento ‘Ecologia no Mundo’.

  • Estou absolutamente faminta! – exclamou Francesca.
  • A esta hora quem não estará – disse Giovanni. Vamos todos almoçar. Conheço o restaurante certo para nos servir um bom almoço a esta hora.
  • É perto? – questionou Lauro, o orador.
  • A meio do próximo quarteirão.
  • Vamos então, experimentar as iguarias do sítio – alvitrou Francesca com muita vivacidade.